definição

poesia é a especiaria que ativa as pupilas gustativas da língua

sábado, outubro 08, 2005

um pouco de vinícius

O poeta(excertos)


Quantos somos, não sei... Somos um, talvez dois, três, talvez, quatro; cinco, talvez nada
Talvez a multiplicação de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze terras
Quantos, não sei... Só sei que somos muitos – o desespero da dízima infinita
E que somos belos deuses mas somos trágicos.


Nascemos da fonte e viemos puros porque herdeiros do sangue
E também disformes porque – ai dos escravos! não há beleza nas origens
Voávamos – Deus dera a asa do bem e a asa do mal às nossas formas impalpáveis
Recolhendo a alma das coisas para o castigo e para a perfeição na vida eterna.


E enquanto o eterno tirava da música vazia a harmonia criadora
E da harmonia criadora a ordem dos seres e da ordem dos seres o amor
E do amor a morte e da morte o tempo e do tempo o sofrimento

E do sofrimento a contemplação e da contemplação a serenidade ínperecível

Nós percorríamos como estranhas larvas a forma patética dos astros
Assistimos ao mistério da revelação dos Trópicos e dos Signos
Como, não sei... Éramos a primeira manifestação da divindade


sexta-feira, outubro 07, 2005

meta (ou a luta do beta contra o reflexo no espelho


a poesia mira o espelho

e encontra o poema


o poema é imagem e diferença

a poesia não reconhece o que vê

a poesia não se enxerga

a poesia atravessa o corpo estilhaça-se


o melhor poema é avesso

à poesia que se olha e julga bela

o melhor espelho é aquele que se deixa atravessar

feito pessoa apaixonado


e do outro lado

olá do escuro

quinta-feira, outubro 06, 2005

o desejo gago




aftas na linguagem

a fala trôpega

fazia a dor fosforescer

um sentido

hoje tem


hoje tem leitura do poema Uivo ás 20h
na Faculdade de Filosofia de Campos
acompanhado por Luis Ribeiro(guitarra)
AlexandroF(baixo) e Armandinho(percussão).

quarta-feira, outubro 05, 2005

poética

a tarefa seria


a de aperfeiçoar o silêncio.


a tarefa do silêncio.

afasia



quase ninguém falou do dia do poeta

talvez porque o poeta é quase ninguém

quase ninguém prefere o silêncio eloqüente

terça-feira, outubro 04, 2005

a poesia suja

Estamos assistindo por estes dias muita coisa imunda: rescaldos de Katrinas, política-latrina. Nas oficinas poéticas que coordenava em Sampa, eu lia A Carniça do Baudelaire (1821-1867) para mostrar como o feio, o grotesco, o não-poético passava a fazer parte da poesia no início da modernidade.

Isso tudo aparece com força nestes dois poemas que estão comemorando algumas décadas da primeira leitura. O Uivo, de Allen Ginsberg (1926-1997), é um poema nada respeitável de 50 anos – a primeira leitura aconteceu em 8 de outubro de 1955, e o Poema Sujo, de Ferreira Gullar(1930), um texto jovem de 30 anos– as primeiras leituras aconteceram em novembro de 1975, no exílio de Gullar em Buenos Aires, ele lendo para Vinicius, Boal e outros (foi assim que o poema chegou aqui, gravado em fitas, com a leitura do Gullar passando de ouvido em ouvido). O palavrão, a descrição crua, a gíria, a política, a micropolítica, a história, a sinceridade ‘absoluta’. A vida como ela é.

A primeira vez que li os dois poemas, foi realmente um choque. Não o choque que tive quando fui apresentado para a poesia moderna, com o Poema só para Jaime Ovalle do Bandeira. Naquele tempo apenas fiquei impressionado em como poderia estar apreendendo uma forma de existência que era o poeta com sua melancolia, sua solidão, suas recordações – tudo aquilo se tornara eu.

Com Ferreira Gullar, eu tinha engolido o livro ‘Dentro da noite veloz’, e fiquei imensamente influenciado. Vários dos meus primeiros poemas oscilavam entre o bandeirês, o drummondês ou o gullarês. Quando cheguei ao Poema Sujo, vixe! Fiquei meio embaraçado, não necessariamente chocado. Mas lê-lo foi uma travessia, não agüentei de uma assentada. Fui lendo aos bocados. Sorvendo devagar o susto. Compreendendo.

Então, muitos anos depois, Uivo me deu aquilo que eu realmente não queria v(l)er. O lado negro mesclado à luz, o demasiado humano, eu nu. Nunca pensei encontrar um poema assim. Quando comecei a ler certas partes do Uivo em saraus e performances, passei por estranhas experiências[1]. Seqüências de arrepios, tonteiras, escotomas e, numa das leituras, a boca começou a sangrar enquanto lia a ‘Nota para pé de página de Uivo’, manchando a página do livro até hoje. Me senti recebendo ‘santo’. E olha que sou evangélico.

Dificilmente cometo um poema gigante, tenho verdadeiro nojo de poema prolixo. Só que os dois poemas em questão são enormes e ordenam o caos aparente das muitas palavras com sua construção, uma estrutura bastante pensada. E eu admiro a arquitetura, o conceito que engendra o poema. Nestes dois, a poesia nunca é liricazinha, de versinhos chumbregas sentimentalóides. Uma poesia forte, de sentido trágico, nietzschiana. Se você tiver coragem de enfrentar, leia. Se não tiver, leia também, como homenagem a dois poemas americanos que pensaram o mundo e a vida admiravelmente. Em homenagem a dois poetas americanos que foram ativistas, engajados nas lutas de seu momento histórico, querendo mais e mais democracia, justiça, igualdade, paz. Em tempos de porcarias como ‘burning bush’ e ‘lula frito’, nada melhor que a sujeira da poesia.



[1]Brincadeirinha: ‘Estranhas experiências’ é o nome do último livro de Cláudio Willer, enorme poeta e maravilhoso tradutor do Uivo.

segunda-feira, outubro 03, 2005

04 de outubro

no dia do poeta

o zé limeira da paraíba

uns limericks de lear

um pouco de zaúm

tudo que perca a linha

que seja grosso

e arrombe o cu

da lógica

beleza lírica

em suma um texto tesudo

cheio de porra

nenhuma

que cative o princepezinho

como o rabo grande

da raposa

ou o rosebud da rosa

amor e amizade

poesia poema e poeta

o triângulo obtuso

que ninguém é besta

quinta-feira, setembro 29, 2005

livrando a própria pele

longe

um

murmúrio

o muro

erguido

do bramido

cá

cascata

cascas de

áspide

áspera

sobre

o cascalho

depois

da queda

todo espírito é

serpente

o casulo

do seu

anagrama

presente

cobra

passagem

quarta-feira, setembro 28, 2005

blata ou as antenas da raça

minha filha está
querendo ler o
metamorfose

minha mulher
tem fobia de

dizem que ela
sobreviverá
depois do fim

eu nunca mais
fui o mesmo gd
depois de gh

a angústia de
gregor era
não mais

cmncr

domingo, setembro 25, 2005

vôo noturno

o albatroz com léo ferré

a bicicleta voadora com o et

os cristais e minerais ele trouxe pra mim criança

a pedra sem brilho ainda chamo estrela no futuro

a lápide nome idade

nada mais dizer

pro fundo escuro

o passado

sábado, setembro 24, 2005

o charme de char

ARGUMENTO

Como viver sem o desconhecido diante de si?
Os homens de hoje querem o poema à imagem de sua vida,
feita com tão pouca atenção, tão pouco espaço e queimada de
intolerância.
Porque não lhes é mais permitido agir supremamente com
a preocupação fatal de se destruir por seu semelhante, porque
a riqueza inerte deles os freia e aprisiona; os homens de hoje,
o instinto enfraquecido, perdem, mesmo se conservando vivos,
até a poeira de seus nomes.
Nascido do apelo do futuro e da angústia da retenção, o
poema, elevando-se de seu poço de lama e estrelas, será
testemunha em quase total silêncio, que não há nada nele que
não exista verdadeiramente noutra parte, nesse rebelde e
solitário mundo de contradições.

(Fúria e Mistério - 1962
Nu perdido e outros poemas. Iluminuras, 1983.
Trad. Augusto Contador Borges. p. 159.)

o quântico e os cânticos

hoje eu estava pensando
como pode
um sujeito gostar da poesia de augusto de campos e de álvaro de campos
de joão cabral e de rené char
da simplicidade de bandeira e do orfeísmo de jorge de lima

agora é a hora do e/e
passou o ou/ou

samplear
com jeitinho

o poema
dadá de deus

mestiço

......

achei um comentário do char sobre essa época que é a nossa

XVII

Heráclito acentua a aliança exaltante dos contrários. Vê
Nelas em primeiro lugar a condição perfeita e o motor
indispensável à produção da harmonia. Já aconteceu, em
poesia, surgir no momento da fusão desses contrários um
impacto sem origem definida cuja ação dissolvente e solitária
provoca o deslizar de abismos que conduzem o poema de um
modo bastante anti-físico. Cabe ao poeta suprimir esse perigo,
fazendo intervir um elemento que seja tradicional, de razão
comprovada, ou o fogo de uma demiurgia tão miraculosa que
anule o trajeto da causa ao efeito. O poeta pode então ver os
contrários – essas miragens pontuais e tumultuosas –
completar-se, a sua linhagem imanente personificar-se, pois,
como se sabe, poesia e verdade são sinônimos.

Fragmento XVII de Partilha Formal/Furor e Mistério.
Tradução de Carlos Alberto Shimote

a morte do poeta

fiquei sabendo só hoje que robert creeley morreu

e foi em março.

fiquei sabendo que em 11 de junho de 65 aconteceu

um festival de poesia que reuniu todos os ‘beats’ em Londres

e isso influenciou o rock profundamente além do que

a poesia inglesa nunca mais foi a mesma.

penso q talvez a simples leitura

do Uivo do ginsberg dia 5 de outubro na faculdade de filosofia de campos

seja a demonstração de q este espírito ainda não morreu

revolta rebeldia rima com poesia sem rima

the beat bate

sempre diferente

aí vai

um pouco de creeley:

LOVE

The thing comes

Of itself

(look up

to see

the cat & the squirrel,

the one

torn, a red thing,

& the other

somehow imaculate

AMOR

A coisa vem

De si mesma

(tente

ver

o gato e o esquilo,

um

partido, coisa vermelha

o outro

de certo modo imaculado.

(minha tradução)

o amor nos tempos da cólera

ela não vai morar comigo

diz que tem saudade do morto

que batia nela e a humilhava

o amor e suas perversões

(o pior da queda:

terem mexido com o que o amor é

e depois o sangue teve que fazer

um desvio

converter-se em água para lavar

converter-se em vinho para alegrar)

elas queriam

que eu fosse homem

que eu não fosse tão homem

que eu fosse diferente

que eu não fosse tão diferente

sou o que estou

ecce homo é

o outro

com raiva

quinta-feira, setembro 22, 2005

do uivo ao sussurro

Hoje não consegui dormir direito.Já estava meio deprê. Cheguei sem sono de Campos, onde dou aula e fui ler umas revistas. Pego a “EntreLivros” e começo a ler uma matéria super bem escrita, do Manuel da Costa Pinto, sobre o futuro cânon da literatura brasileira. O autor começa a matéria analisando a poesia contemporânea brasileira. Gosto muito. Acho que ele tem razão. Ele fala das linhas de força da produção - a que vem de 22, com de Mário, Bandeira e Drummond numa vertente e a que vem de Oswald, João Cabral e concretos, de outra. Fala dos que foram influenciados pelos surrealistas e beats (que tem Murilo Mendes e um certo Jorge de Lima como ícones).

Aí, começa a dar nome aos bois. Dos seis que escolhe para serem nomes importantes na futura literatura, convivi com dois. Fabio Weintraub fazia oficinas de literatura comigo na Casa Mario de Andrade lá em Sampa. Eu morava em São Bernanrdo, mas is lá ter aulas com gente tipo Leminski, Duda Machado, Philadelpho Menezes, ouvir Ferreira Gullar, Adélia Prado, Zé Paulo Paes...Fábio, muito articulado, se juntou com outros poetas e, como eu no ABC, organizou um grupo de estudos e produção de poesia que se reunia lá na Mário mesmo –o ‘Cálamo’. Eles, como o ‘Pimenta Meeting’ no ABC, começaram a fazer saraus poéticos em Sampa. Isso era meados de 90. Sempre que nos víamos, trocávamos figurinhas. Fui ao lançamento do seu primeiro livro. Não gostei, não comprei o segundo e não sabia que o terceiro deu uma guinada poética. Vou comprar esse tal “Novo Endereço”. Fábio também se tornou editor, e começou a publicar Hilda Hilst numa época me que ninguém sabia quem era mais. Só por isso ele já mereceria um lugar na literatura.

O segundo é o Heitor Ferraz. Eu o conheci por intermédio de Humberto Werneck, jornalista e, na época, editor do Idéias do JB. Pedi que ele me apresentasse poetas novos e promissores, porque eu queria fazer um sarau no Clube de Criação de SP, isso devia ser 1992. Ele me falou do Heitor. Fui atrás. Ele trabalhava no jornal da USP, era super tímido. Foi um sufoco fazê-lo concordar em ler poemas em público. Naquele sarau juntei ele, o Cláudio Daniel, que na minha opinião faltou na seleção da revista (e dele eu gostei desde o primeiro livro), o Elson Fróes( que fez um site muito legal de literatura – o Pop Box) e eu. Quando Heitor lançou o primeiro, fui lá, comprei, li e também não gostei. Curiosamente, o autor do ensaio da Entrelivros diz que no terceiro livro o Heitor também dá uma guinada. Vou precisar comprar e ler.

Então fui olhar meus livros – que não estão editados – e percebi que no terceiro eu mudo, de dicção. Não sei se isso representa uma guinada. E, então, fiquei com aquela sensação de que perdi o bonde. Fui olhar a quantidade de coisas, envolvendo literatura, cinema, artes plásticas, que eu tenho e estão engavetados ou no HD. E fiquei mal. Projetos de instalações de artes plásticas, performances, projetos de semanas literárias, de oficinas. Tudo aqui. Muitos deles saíram da gaveta para alguma outra gaveta dos vários lugares onde os apresentei – Macaé, Campos, Cabo Frio, Rio das Ostras. Aí, cansei, e eles ficaram se acumulando, porque eu não consigo parar de ter idéias.

Lembrei de uma música que dói muito quando ouço, não sei se vocês conhecem. Chama-se Guardanapos de Papel, e o Milton Nascimento interpreta. Fala dos poetas que vivem em todas as cidades e os descreve tão bem que machuca. Aí vai um pedacinho:

“(...)se contentam
com migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus
versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros
submersos
Fazem quatrocentos mil projetos
Projetos, projetos, que jamais são
alcançados, cansados, cansados

Mas nada disso
Importa enquanto eles escrevem, escrevem
Escrevem o que sabem que não sabem
E o que dizem que não devem.(...)”

Quem quiser ouvir está no disco “Tambores de Minas”,de 98. Ah! E pra ver que eu tô pra baixo, mas não desisto, aí vai: eu e uns colegas professores e alunos vamos ler, dia 5 de outubro, pedaços do poema “Uivo”, do Allen Ginsberg, lá na Faculdade de Filosofia de Campos. É que o poema completa 50 anos da primeira leitura e continua produzindo o mesmo estranhamento e horror na maioria das pessoas que, em seu senso comum, acham que poesia é feita de versinhos doces sobre a amada. Uma provadinha só, hein?

Eu vi os expoentes de minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca
de uma dose violenta de qualquer coisa,
"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo contato
celestial com o dínamo estrelado da maquinaria da noite,
que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram fumando
sentados na sobrenatural escuridão dos miseráveis
apartamentos sem água quente, flutuando sobre os tetos das
cidades contemplando jazz,
que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado e viram
anjos maometanos cambaleando iluminados nos telhados
das casas de cômodos,
que passaram por universidades com os olhos frios e radiantes
alucinando Arkansas e tragédias à luz de William Blake
entre os estudiosos da guerra,
que foram expulsos das universidades por serem loucos e
publicarem odes obscenas nas janelas do crânio(...)”

....................

Esse poema foi lido pela primeira vez em público, dia 8 de outubro de 1955. Foi publicado no ano seguinte e foi proibido. Juízes mandaram tirá-lo das livrarias, como mandariam hoje, no Estados Unidos do fundamentalista Bush. Puxa, agora melhorei de humor...Sabe, é que como dizem os editores, poesia não vende. Mas também não se vende. Nem se venda. Ela dá a ver.

ikebana

a casa inacabada

onde vivo

é como a vida inacabada

mesmo quando acaba

como foi o caso

do papai

acaso e ocaso

entrada e saída

(o poema do joão cabral

comparando a musa

com a casa)

a porta aberta por onde o vento entra

a porta de vidro que deixa tudo exposto

a sala inacabada como a vida

onde circulam os filhos

você

e tantos objetos-sujeitos

na bagunça que não consigo dar jeito

a casa invadida por todos os barulhos

de fora e de dentro

a casa tomada do cortazar

do desassossego de pessoa

na madrugada

a rede na varanda

balança em paz

(em paz estraga o haikai.

aí coloco vazia.

fico em dúvida onde.

no fim do primeiro verso?

no começo do terceiro?)

sexta-feira, agosto 26, 2005

a vida em veneza

o jeito com que seus olhos sorriem

o jeito que você fica na ponta dos pés quando vem me beijar

o abraço

o jeito como a literatura nos aproxima e afasta

o jeito com que seu corpo se acomodaria aqui

o jeito que me resigno ao que pode apenas ser dito

o jeito como as palavras não dizem

o jeito com que meu corpo se acomoda sem

o jeito como amanhã tudo se repete.

tear(ing)

dad is dead

that is that

eyes wide shut

I won’t shout

back to life

as if loosing

explains human

needing bodies

to ensure living

mouths cunts

to place myself

liquidly

like tears.

sexta-feira, agosto 19, 2005

unto the sons

do amor

em séries harmônica e atonal

sampleadas

simone de 16 fica com um cara comprometido quando poderia escolher alguém que a escolhesse pra parceira

michel com 5 quer casar com natália e chega frustrado em casa quando ela prefere brincar com o lucas

alice tem 8 e eu fico pensando

porque dei a ela este nome

e qual delas é a verdadeira

alice de perto demais

alice de olhos bem fechados

alice de beleza roubada

através dos espelhos o que se pode ver?

angústia.